Ônibus é incendiado em Belo Horizonte

Um ônibus foi incendiado por homens encapuzados, na madrugada de hoje, no bairro Novo São Lucas, região centro-sul de Belo Horizonte. De acordo com Polícia Militar, o ato criminoso seria em represália pela morte de um integrante do bando, Davidson Washington Silva Oliveira, de 21 anos, morto momentos antes no bairro da Serra, vizinho ao Novo São Lucas. Apesar da violência, o motorista e o cobrador que estavam no veículo, conseguiram escapar sem ferimentos.Segundo a assessoria de imprensa da PM, os policiais faziam um operação de rotina no Morro das Pedras, que fica no Aglomerado da Serra, quando foram surpreendidos por vários tiros vindos de um grupo formado por cerca de 15 homens encapuzados.Durante a troca de tiros, um integrante do bando teria sido atingido, sendo removido para dentro de um barraco pelos demais. Os policiais então teriam entrado no barraco à procura de outrosintegrantes da quadrilha e de armas. Na fuga, os demais integrantes da quadrilha teriam seguido para o bairro Novo São Lucas, vizinho ao bairro da Serra, atirando e ateando fogo contra um ônibus que estava parado no sinal, em protesto pela morte do companheiro.Porém, a família do rapaz contesta a versão da polícia, dizendo que Oliveira foi morto apenas porque chegou ao portão para ver o que estava acontecendo na rua. "Ele estava em uma festa na casa de um amigo quando ouviu o barulho de tiros. Ao chegar no portão foi atingido por um desses tiros", explicou Marulhia Fernandes da Silva, mãe de Oliveira.A mãe da vítima disse ainda que a polícia demorou para prestar socorro ao rapaz. "Chegamos a pedir ajuda à polícia para que o levassem para o pronto-socorro, mas os policiais preferiram procurar armas e drogas na casa antes de levá-lo ao hospital", revelou.Apesar das informações da assessoria da PM, o comando do 12º Batalhão, responsável pelo policiamento da região, não confirma que o rapaz morto estava junto ao grupo armado e nem a ligação desse bando com o incêndio do ônibus. A Polícia Civil informou que um processo administrativo foi instaurado para apurar o caso. As armas dos policiais militares foram apreendidas. O resultado do processo deve sair em 30 dias. Apolícia continua à procura dos envolvidos no incêndio, mas atéagora, ninguém foi preso.

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