REUTERS/Paulo Whitaker
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Ônibus é incendiado em noite mais tranquila no Ceará

Governador Camilo Santana assinou decreto oficializando a Lei da Recompensa para quem ajudar a polícia a elucidar crimes; valores variam entre R$ 1 mil e R$ 30 mil. 

Arthur Soares, Especial para O Estado

15 de janeiro de 2019 | 11h22

FORTALEZA - Um ônibus foi incendiado no município de Guaiúba, no Ceará, na noite desta segunda-feira, 14, no 13º dia de ataques contra equipamentos públicos e privados do Estado. Esta, porém, foi a única ocorrência registrada pela polícia - na madrugada de segunda para terça-feira, 15, nenhum atentado foi registrado. 

O governador Camilo Santana (PT) assinou decreto oficializando a Lei da Recompensa para pessoas que ajudarem a polícia a elucidar alguns desses crimes. Os valores para quem auxiliar os agentes de segurança variam entre R$ 1 mil e R$ 30 mil.

A única ocorrência registrada na noite da segunda-feira aconteceu no distrito de São Jerônimo, em Guaiúba, região metropolitana de Fortaleza. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local. Até o momento, os suspeitos envolvidos no atentado não foram capturados. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSPDS), até as 6h desta terça-feira, nenhuma ação havia sido registrada. De domingo até segunda-feira, foram nove ataques registrados no Ceará, incluindo explosões em Chorozinho, Tabuleiro do Norte e na capital.  

Ainda de acordo com balanço feito pela secretaria, do dia 2 ao dia 13 de janeiro, as forças de segurança receberam 3.725 denúncias relacionadas aos ataques criminosos ocorridos no Estado. 

Após denúncias feitas por moradores, equipes da Polícia Militar, Guarda Municipal e Força Nacional realizaram ações em túneis da capital para evitar que mais ações criminosas fossem realizadas. 

Até o momento, 204 ações foram registradas em ao menos 46 cidades de todas as regiões do Estado. Segundo o governo, 360 pessoas já foram detidas e 39 chefes de facções foram transferidos para presídios federais. As ações dos bandidos são cometidas principalmente contra ônibus, bancos, delegacias e viadutos.

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