Ônibus e Metrô voltam a circular, mas SP tem trânsito lento

O transporte coletivo em São Paulo voltou a funcionar por volta das 6h30 desta segunda-feira, 23, após mais de uma hora de paralisação dos ônibus e do Metrô em protesto contra a Emenda 3. Por conta da paralisação, a lentidão chegou, às 7h30, a 80 quilômetros de lentidão na cidade, horário que tem média de 46 quilômetros, segundo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Apesar da paralisação ter sido anunciada com antecedência, a CET alerta os motoristas que o rodízio de veículos não foi suspenso na capital, com isso, carros com placas 1 e 2 não podem circular das 7 às 10 horas. De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), os ônibus começaram a circular por volta das 6 horas e todos os 28 terminais da cidade operavam normalmente às 7h40. Apesar disso, as calçadas do Terminal Santo Amaro, na zona sul da cidade, ainda estavam cheias de passageiros, à espera das saídas dos ônibus. Na zona leste, o número de ônibus que circulavam pela Radial Leste - principal ligação com o centro da cidade - ainda era pequeno, de acordo com informações do jornal Bom Dia São Paulo, da TV Globo. O Metrô da capital paulista, que deveria ter começado as operações às 4h30, também voltou a circular por volta das 6h15, depois de cerca de 1h30 de paralisação. A circulação estava normal por volta das 7h30, sem tumultos nas plataformas e com o intervalo entre os trens normalizado, segundo informações do Metrô. Por conta da paralisação anunciada desde a semana passada, muitas pessoas resolveram sair de casa usando o próprio veículo, o que ocasionou em um maior índice de congestionamento na cidade. Às 7 horas foram registrados 28 quilômetros de lentidão, superior à média do horário, que é de 17 km, segundo a CET. Às 7h30, o pior trecho de lentidão era encontrado na Avenida Radial Leste, que tinha quase 13 quilômetros de trânsito parado, entre as ruas Divinolândia e Wandenkolk. Entenda o que é a Emenda 3 A Emenda 3 é um item incluído por parlamentares na legislação federal que criou a Super-Receita. Pela emenda, auditores fiscais ficariam proibidos de multar empresas prestadoras de serviços, mesmo se julgarem que esses contratos estejam disfarçados de relações empregatícias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a emenda no dia 16 de março, mas o Congresso pode derrubar o veto e transformá-la em lei. Entidades acham que emenda representa uma agressão aos direitos trabalhistas - já que, em teoria, as empresas não teriam mais que respeitar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nas contratações.

Agencia Estado,

23 Abril 2007 | 07h47

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