Ônibus em SP vão divulgar serviço de disque-denúncia

A partir dos próximas semanas, os ônibus da capital terão de circular com adesivos com o telefone do serviço disque-denúncia. A Câmara Municipal derrubou o veto ao projeto que obriga os veículos a colarem o adesivo do disque-denúncia. O projeto deve ser sancionado pela prefeita Marta Suplicy (PT) nos próximos dias.De acordo com o projeto original, apresentado pelo vereador Willian Woo (PSDB), a Prefeitura é obrigada a colar o adesivo do serviço disque-denúncia mantido pelo Instituto São Paulo Contra a Violência. Apesar da Câmara ter aprovado o projeto, a prefeita vetou a proposta há cerca de dois meses, alegando que a medida poderia ser interpretada como propaganda."Foi um erro técnico do governo, pois trata-se de um informativo para a população", disse Woo. "Basta lembrar que, em dois anos que existe o serviço, o instituto recebeu mais de 100 mil ligações", completou. De acordo com o vereador, o veto foi derrubado por causa da repercussão negativa perante a população. "Nos dias seguintes ao veto os vereadores receberam vários telefonemas de protesto."Hoje, os vereadores retornaram ao trabalho para discussão de projetos que devem ser votados até o fim do ano. Até o dia 31, a bancada governista pretende concluir a aprovação dos projetos que instituem novos impostos, como a taxa do lixo, de iluminação pública e as alterações na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e no Imposto Sobre Serviços (ISS). Os vereadores também têm de aprovar a proposta de orçamento para 2003.Na sessão de ontem, a previsão era que os vereadores votassem o projeto que cria a taxa de iluminação pública. Trata-se da única proposta tributária que ainda tem de passar por duas vitações em plenário. Os outros projetos já passaram pela primeira votação, mas ainda dependem de nova aprovação em plenário para serem cobrados a partir do próximo ano. Até às 17h30, porém, os vereadores não tinham votado nenhum projeto. A previsão é de que a sessão se arraste pelo menos até meia-noite.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.