Ônibus podem parar por cinco horas em SP

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista prometem cruzar os braços das 10 às 15 horas desta terça-feira. Segundo a direção do sindicato da categoria, que reúne cerca de 50 mil trabalhadores, o protesto é contra a "intransigência patronal". Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 9,26%, referente a reposição da inflação, e aumento real de 5%; Participação nos Lucros e Resultados (PLR); convênio médico gratuito e melhoria das condições viárias e dos terminais.Já o Sindicato das Empresas de Ônibus (Transurb) alega que os custos de operação aumentaram e o número de passageiros diminuiu, não havendo condições de conceder aumento aos motoristas. Os patrões prometem manter a data-base da categoria em 1º de maio, mas só admitem conversar sobre um eventual reajuste no segundo semestre deste ano.Os funcionários contestam os argumentos das empresas e afirmam, com base em estimativas da Prefeitura, que este mês o volume de passageiros transportados deve ficar em 90 milhões, ante os 79 milhões registrados no mesmo período de 2001.Motoristas e cobradores também estão apreensivos quanto à possibilidade das empresas suspenderem a distribuição do vale-refeição a partir do mês que vem. E ameaçam fazer uma greve por tempo indeteminado, caso o benefício seja mesmo cancelado. A orientação do Sindicato dos Motoristas e Cobradores é de que, durante as cinco horas de paralisação, os ônibus permaneçam recolhidos nas garagens das empresas, evitando a interdição de ruas e terminais.A escolha do horário, fora dos períodos de pico de movimento, também tem como objetivo, segundo a entidade, diminuir os problemas causados aos 3,6 milhões de passageiros que usam o transporte diariamente.

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