Ônibus que levam doentes já reclamam das multas

Empresas de ônibus que trazem pacientes do interior para consultas médicas em hospitais de São Paulo estão com dificuldade para conseguir a autorização municipal que permite a entrada dos veículos na área de restrição aos fretados. Algumas delas se arriscaram durante toda a semana a levar multa e a ter o ônibus apreendido para não prejudicar os doentes. A empresa que presta serviços à prefeitura de Matão, a 326 quilômetros da capital, trocou o micro-ônibus por seis carros de passeio para garantir as viagens. Do município partem diariamente cerca de 20 pacientes com consultas ou cirurgias marcadas em hospitais de São Paulo. "Por enquanto, estamos tentando contornar o problema usando carros da administração municipal e da empresa", disse o secretário de saúde de Matão, José Francisco Dumont. "O que não pode é essas pessoas perderem consultas ou cirurgias agendadas há meses." Ontem à tarde, com o micro-ônibus estacionado perto do Hospital das Clínicas, o motorista Odair José Leal tentava calcular quantas multas deve receber nas próximas semanas. Ele transporta 26 pessoas diariamente, vindas de Itu, e tem de passar por 12 hospitais, todos na área de restrição. "Vi os marronzinhos anotando a placa, mas não podia fazer nada." A empresa afirma que mudou o itinerário dos ônibus, com exceção do veículo que presta serviços para a secretaria de saúde. "Acionamos advogados para resolver a situação", diz o gerente da ViaçãoAvante, João Carlos Rodrigues. A Secretaria Municipal de Transportes não se manifestou sobre o assunto. Mas reiterou em nota, à tarde, que todos os fretados (que não os de transporte) podem obter liberação das regras.

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