Thiago Gadelha / Diario do Nordeste
Thiago Gadelha / Diario do Nordeste

Ônibus são incendiados e circulação é interrompida em bairros de Fortaleza

Em carta deixada em um dos coletivos queimados, facção ameaça explodir órgãos públicos se governo 'mexer com as unidades prisionais'

Carmen Pompeu, Especial para O Estado

19 Abril 2017 | 20h41
Atualizado 19 Abril 2017 | 22h41

Fortaleza e região metropolitana viveram nesta quarta-feira, 19, mais uma onda de ataques a ônibus. De acordo com o a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), 14 veículos foram alvos de ataques incendiários. O governo considera a ação uma retaliação pela transferências de detentos dos presídios. 

O Sindicato da Empresas (Sindiônibus) informou que um motorista sofreu queimaduras. “Os trabalhadores do transporte e empresários do setor estão aterrorizados”, afirmou a entidade, em nota oficial.

Por meio de carta deixada em um dos ônibus incendiados, assinada pela facção Guardiões do Estado, bandidos ameaçam explodir a Assembleia Legislativa do Ceará e a sede da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. No texto, o grupo diz que se o governo “mexer com as unidades prisionais igual estão fazendo, iremos parar o Estado do Ceará e explodir a Secretaria de Segurança. E aquele aviso na Assembleia Legislativa do carro-bomba vamos fazer valer desta vez.” Ainda na carta é dito que o Ceará viverá um mês de terror, com atentados e explosões de prédios públicos. “Todos os inocentes serão mortos. Iremos atacar os órgãos públicos e parar o Estado. Os funcionários do governo que não saiam de suas casas, pois poderão sofrer nessa guerra.”

Sem corrida. Em consequência dos ataques, estabelecimentos optaram pelo fim do expediente mais cedo. O Centro Universitário Estácio de Sá, por exemplo, dispensou, no turno da noite, professores e alunos. Também foi cancelada uma corrida de rua e empresas chegaram a retirar os ônibus de circulação em diversos bairros. 

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