ONU: tráfico de pessoas visa à exploração sexual

A maioria dos crimes de tráfico de pessoas é ligada à exploração sexual e as mulheres são as principais vítimas, afirma relatório divulgado ontem pelo Escritório sobre Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês). Com base em informações de 155 países, incluindo o Brasil, o relatório é o primeiro documento a radiografar o tráfico de pessoas depois da assinatura, em 2003, de protocolo da ONU que torna crime a prática. De acordo com o levantamento, 79% dos crimes ligados a sequestro são de exploração sexual e a maior parte é cometida contra mulheres. "Em alguns países africanos, o sequestro de mulheres é norma", denuncia o diretor executivo do UNODC, Antonio Maria Costa. Em seguida, a forma mais comum de sequestro é por trabalho forçado (18%). Cerca de 20% das vítimas são menores de 18 anos e a maioria é explorada no próprio país. A ONU destacou que 21.850 brasileiros foram submetidos à situação análoga ao trabalho escravo, entre 2003 e 2007. A organização denunciou 82 registros de vítimas de tráfico de pessoas - todas mulheres -, entre 2004 e 2007. A ONU destacou, porém, as leis brasileiras, a Justiça e programas federais e estaduais de combate aos crimes. "O País possui uma Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em vigor desde 2006, e um Plano de Ação em vigência desde janeiro de 2008."

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