Onze mortos neste ano em presídio de Itamaracá

Mais um detento da Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá, foi morto na madrugada de ontem. Davi Batista Torres foi o 11º preso a morrer neste ano na penitenciária. Ele tinha 37 anos e foi assassinado a tiro e pedradas na área externa da unidade. Os serviços de inteligência da Secretaria de Ressocialização (Seres) e da Secretaria de Desenvolvimento Social investigam a hipótese de os crimes serem motivados por um movimento interno de detentos e funcionários da penitenciária contra medidas de controle da direção. Segundo a secretária-executiva de Ressocialização, Olga Câmara, houve denúncia nesse sentido. Ainda não foram implantadas, no entanto, medidas prometidas há mais de um mês, como a ativação das seis guaritas de segurança da penitenciária e a instalação de saída única para melhor controle da saída de detentos. O governo estadual reconhece a falta de policiamento na unidade. O chefe do Estado-Maior da PM de Pernambuco, coronel Paulo Carneiro, informou que mil policiais militares estão em formação e parte deles - assim que o curso for concluído, provavelmente em outubro - irá permanecer na penitenciária, recebendo orientação específica para esta atividade.Davi Batista Torres foi condenado por homicídio a seis anos de prisão, em outubro de 2001. O crime foi cometido em abril de 1994, em Gravatá, no Agreste, e ele aguardou o julgamento em liberdade. Depois, cumpriu um terço da pena no Presídio Aníbal Bruno, em Recife, e foi transferido para Itamaracá em dezembro do ano passado. De acordo com Olga, ele tinha bom comportamento.A penitenciária, com capacidade para 692 detentos, não tem problema de superlotação. Hoje, 412 presos estão ali. De janeiro a julho deste ano, houve 173 fugas da penitenciária.

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