Onze pessoas foram mortas em um intervalo de oito horas na zona norte de Natal

Ainda não se sabe a motivação da maior parte dos crimes ocorridos entre sábado e domingo

Anna Ruth Dantas, Especial para o Estado de S. Paulo

27 Setembro 2015 | 16h51

NATAL - A zona norte de Natal (RN) foi cenário de uma sucessão de crimes com requintes de chacina. Foram 11 mortes em um período de oito horas, que começou às 18h30 de ontem e terminou na madrugada deste domingo. Uma das vítimas dos assassinatos é um policial militar.

O primeiro crime ocorreu quando soldados do Batalhão de Operações Especiais se depararam, na noite de sábado (26), com dois homens que tinham assaltado há poucos instantes uma idosa na avenida Tomaz Landim, principal via da zona norte da capital potiguar. Houve troca de tiros e um dos suspeitos foi baleado e não resistiu aos ferimentos.

O segundo crime aconteceu no bairro Pajuçara, onde dois homens atiraram contra dois policiais militares que estavam trabalhando como seguranças de uma padaria. Um dos soldados, identificado como Daniel Henrique da Silva, de 23 anos, não resistiu e morreu. O outro, continua internado em estado grave. Aproximadamente 30 minutos depois, a Polícia Militar cercou uma casa no conjunto Nova República, onde supostamente estavam os homens que teriam assaltado a padaria e assassinado o policial. Os dois foram mortos na troca de tiros e outros dois comparsas, que estavam na residência, foram presos.

A polícia ainda não sabe a motivação dos outros homicídios da madrugada de domingo. A quinta vítima foi um homem identificado como Josenildo Ferreira Teixeira, de 31 anos, alvejado com vários disparos na comunidade Dom Pedro I. O sexto crime aconteceu no bairro Nossa Senhora da Apresentação, onde Bruno Gabriel Araújo de Aguiar, de 17 anos, foi morto. O sétimo crime ocorreu no bairro de Lagoa Azul, onde morreu José Alcides da Silva Júnior, 37 anos.

As outras vítimas dessa sucessão de crimes ainda não foram identificadas, mas a polícia sabe que o oitavo assassinado era jovem e estava em uma motocicleta quando foi alvejado. O nono era um homem, morto na rua Moema Tinoco. O décimo crime aconteceu no bairro Jardim Progresso. E, na comunidade da África, no bairro da Redinha, o último assassinado foi um homem.

Em decorrência do grande número de homicídios, o Instituto Técnico e Científico de Polícia está com dificuldade para necropsiar os corpos.

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