Onze presos por exportação ilegal de fumo para o Paraguai

A Polícia Federal (PF) e a Receita começaram a desarticular nesta quarta-feira um esquema de fraude, sobretudo na remessa ilegal de fumo para indústrias paraguaias. Foz do Iguaçu é a sede do esquema, com braços no Rio Grande do Sul e no Rio.Nesta quarta-feira, 11 pessoas foram presas.Segundo a PF, o fumo saía do Rio Grande do Sul e era exportado para o Paraguai por empresas que usavam documentos falsos. Só nos últimos dois meses, a Receita Federal calcula que cerca de R$ 1,5 milhão em impostos foram sonegados.As investigações sobre sonegação, contrabando, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha continuam. Outras pessoas devem ser indiciadas.Os problemas detectados em seis meses consistem na remessa fraudulenta de fumo ao Paraguai e na simulação de exportações. As empresas se beneficiavam dos incentivos fiscais. As vendas eram feitas no mercado interno, sem o pagamento de impostos.O esquema conta com a participação de empresas exportadoras de Foz do Iguaçu: Ubatuba, Quality e Leather Perfumaria. Também foram identificadas algumas empresas do setor de fumo de Santa Cruz do Sul e Sobradinho, no Rio Grande do Sul.No Rio, o esquema funcionava no Aeroporto Tom Jobim e no Porto de Sepetiba.Foram presos Roque Pandolfo, José Luiz do Nascimento, Lenil Farias Filho, Walmor Marchiotti, Edlane Donã, Valdemir Donã Júnior, Itamar Madureira, Argeu Morara, Roy Daniel Taichmann, Martinho Luchese e André Luiz Costa Vianna.

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