Onze são presos por roubo a residência e polícia recupera celular de ator no RS

Quadrilha sequestrava moradores de casas assaltadas; ator Werner Schünemann foi vítima

Solange Spigliatti, estadão.com.br

21 Setembro 2011 | 11h04

SÃO PAULO - Onze pessoas foram presas durante a Operação Sossego, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do Rio Grande do Sul, deflagrada nesta quarta-feira, 21, com o objetivo de prender uma quadrilha de roubo a residência e extorsão mediante sequestro.

 

Os 90 policiais civis cumpriram 12 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Entre os objetos recuperados pela Polícia Civil, está o celular do ator Werner Schünemann, vítima da quadrilha.

 

A operação, coordenada pelo Delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Roubos, foi deflagrada em Porto Alegre, nos Bairros Sarandi, Rubem Berta e Nova Gleba e também em Canoas, no Bairro Rio Branco.

 

A investigação começou em 9 de abril deste ano, após a extorsão mediante sequestro sofrida por uma jovem de 24 anos, filha de um conhecido oftalmologista do Estado, moradora no bairro Vila Assunção, zona sul de Porto Alegre. Ela foi libertada sem que houvesse o pagamento do resgate.

No dia 5 de junho deste ano, o ator Werner Schünemann foi vítima dessa mesma quadrilha, quando teve sua residência invadida pelos criminosos. Assim como aconteceu com a jovem de 24 anos, ele seria sequestrado, mas os criminosos acabaram desistindo na última hora.

 

A quadrilha usava somente carros clonados de modelos novos e rodava pelo bairro escolhido até visualizar alguma casa vulnerável com portão aberto ou a chegada de algum morador. Integrantes da quadrilha monitoravam a entrada desses bairros e, ao visualizar um possível morador, o seguiam, avaliavam rapidamente a casa e o assaltavam, levando dinheiro, joias e equipamentos eletrônicos.

 

O bando realizou mais de 15 assaltos do mesmo tipo, lucrando, somente nesse período, mais de R$ 200 mil. Além desses assaltos a residência, eles cometerem alguns assaltos a estabelecimentos comerciais, como por exemplo, a Transportadora Cometa, no Porto Seco da capital, no dia 7 de setembro deste ano, quando, aproximadamente, 10 indivíduos invadiram a empresa e renderam os vigilantes.

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