Opções pelo mundo

Pedágio urbano: Londres, na Inglaterra, restringe a circulação de veículos no centro da cidade, cobrando uma tarifa de £8 por dia (cerca de R$ 30) para quem passar pela região. A fiscalização dos veículos é feita por meio de câmeras, e o pagamento pode ser realizado em lojas credenciadas, por telefone e pela internet. Segundo a prefeitura da cidade, o trânsito na área do pedágio foi reduzido em 20% desde sua criação, em 2003. Isso significa cerca de 65 mil carros a menos em circulação diariamente. A velocidade média no centro teria subido de 4,8 km/h para 16 km/h. Já as emissões de gases que causam o efeito estufa foram reduzidas em 15% na região. Metrô 24 horas: dois terços das 468 estações de metrô de Nova York funcionam 24 horas por dia. Há ainda incentivos para quem compra várias passagens antecipadamente. O Metrocard, cartão magnético usado para passar pelas catracas, permite a integração total e gratuita com as 225 linhas de ônibus. Como esses benefícios, os 5.803 vagões carregam mais de 4,5 milhões de passageiros por dia. Por aqui, 3 milhões de paulistanos utilizam o metrô diariamente. E isso sem comparar a diferença da malha: em Nova York, numa área metropolitana de 1,6 mil quilômetros quadrados, há 400 quilômetros de rede. São Paulo, com 8 mil km² de área metropolitana, tem 61,3 km de metrô. Ciclovias: Munique, na Alemanha, tem algo em torno de 1.200 quilômetros de ciclovias. Em Bogotá, na Colômbia, são 330 quilômetros exclusivos para as bicicletas, interligados a terminais de ônibus, que mudaram o perfil do transporte local. Em 2000, apenas 0,4% das viagens eram feitas de bicicleta. Esse número subiu para 7% em 2006. E não é preciso ir muito longe: Curitiba tem 120 quilômetros de ciclovias ligando 20 dos 30 parques e bosques da capital paranaense. Para efeito de comparação, em São Paulo há 23,5 quilômetros de ciclovias, incluídos aí os quilômetros dentro de parques públicos. Proibido estacionar: já temendo a poluição absurda que os turistas terão de enfrentar nas Olimpíadas do ano que vem - e, claro, a repercussão mundial -, a cidade de Pequim proibiu o estacionamento nas ruas de seu centro expandido. Se a idéia fosse usada em São Paulo, especialistas consideram que muitos paulistanos trocariam o carro pelo transporte coletivo. "Quando você proíbe o estacionamento dos carros, você ganha aquelas faixas para o trânsito", diz o engenheiro Eric Amaral Ferreira. "Pode melhorar as calçadas, fazer uma faixa exclusiva de ônibus ou mesmo uma ciclovia. Quem ganha é a cidade."

O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2022 | 00h00

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