Operação Ágata faz apreensões no Sul

Balanço parcial divulgado pelo Ministério da Defesa cita interceptação de 29 aeronaves e confisco de 650 quilos de explosivos

ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2011 | 03h07

A Operação Ágata 2 apreendeu 650 quilos de explosivos, duas toneladas de maconha, oito armas de fogo, 510 quilos de agrotóxicos, 2,4 mil sacolas de produtos eletrônicos, R$ 280 mil e US$ 250 mil, em mais de 5,3 mil inspeções, vistorias e revistas no período de 12 a 20 de setembro. Também interceptou 29 aeronaves, encontrando 25 em situação regular. As outras quatro fugiram para o Paraguai.

O balanço parcial foi divulgado ontem, durante visita do presidente em exercício, Michel Temer, e do ministro da Defesa, Celso Amorim, ao Comando Militar do Sul, em Porto Alegre.

Assim como a Ágata 1, realizada em agosto na Amazônia, a nova operação reúne as Forças Armadas e órgãos federais e estaduais para combater delitos fronteiriços e ambientais. Desta vez foram mobilizados 8 mil militares e 2 mil agentes das polícias estaduais e de órgãos como o Ibama e da Receita Federal. O contingente deve permanecer mobilizado, do Chuí, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, às proximidades de Corumbá, na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, até o dia 26 de setembro.

Estratégia. Fontes militares explicaram que a Operação Ágata 2 é mais complexa do que a Ágata 1 porque está voltada para 3,5 mil quilômetros de fronteiras povoados e com inúmeras passagens por pontes, rios, lagos e limites terrestres.

Nesse caso, o serviço de inteligência levanta o problema e, na sequência, as forças são deslocadas para a interceptação. Foi assim com parte das apreensões feitas até agora.

As barreiras detectaram ainda transporte irregular de dinheiro com passageiros de ônibus na Ponte da Amizade, do Brasil com o Paraguai, e em estradas da mesma região de Foz do Iguaçu.

Depois de visitar o comando da operação, Temer disse que a Ágata 1 e a Ágata 2 têm sido "extremamente benéficas para a proteção das fronteiras brasileiras" e previu novas mobilizações. "Em face dos bons resultados, (a operação) poderá ser repetida a cada período", afirmou.

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