Ministério da Defesa/Divulgação
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Operação apreende mais de 146 mil toneladas de manganês e destrói 3 mil pés de maconha no PA

Ágata Norte contou com ação conjunta de mais de 100 fuzileiros navais, 33 policiais federais, além de auditores da Receita Federal e fiscais do Ibama e da Agência Nacional de Mineração (ANM)

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 14h18

SÃO PAULO - Com objetivo reprimir crimes ambientais, tráfico de drogas e contrabando na fronteira, a Operação Ágata Norte apreendeu mais de 146 mil toneladas de manganês e destruiu 3 mil pés de maconha no Pará, segundo o Ministério da Defesa. Ao menos duas pessoas também foram presas em flagrante durante ação na área portuária em Barcarena, na Grande Belém, por falta de documentos que comprovassem origem lícita do minério.

A Ágata Norte foi realizada entre a última quinta-feira, 22, e este domingo, 25, e contou com ação conjunta de mais de 100 fuzileiros navais, 33 policiais federais, além de auditores da Receita Federal e fiscais do Ibama e da Agência Nacional de Mineração (ANM). A operação mirou, ainda, a fiscalização em rios e portos.

Segundo o governo federal, 186 contêineres com manganês ilegal foram apreendido no sábado, 24, no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, e seriam exportados para a China. “Todo o minério apreendido era de origem ilegal, extraídos no Pará e vendidos com notas fiscais ‘esquentadas’ por empresas que possuem títulos autorizativos de lavra”, diz a nota da Defesa.

“O minério de manganês é considerado material essencial na fabricação de ligas metálicas, combinado especialmente com o ferro na produção de aço”, afirma o comunicado. “Esta foi a maior apreensão já realizada no Estado.”

Por sua vez, as plantações de maconha foram localizadas no domingo, em área ribeirinha da zona rural de Ipixuna do Pará, a 255 quilômetros de Belém. Os pés incinerados equivalem a uma tonelada da droga. Os criminosos conseguiram fugir.

Na operação, foram utilizadas aeronaves do 1.º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte e da Esquadra em sobrevoos e transportes de agentes da PF. Cães farejadores da Marinha também trabalharam nas áreas portuárias à procura de drogas, armas e explosivos, além da escolta dos presos. O navio Iguatemi serviu, ainda, de apoio logístico na operação.

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