Operação Carnaval mobiliza 9,7 mil policiais nas estradas

A Polícia Rodoviária Federal vai reforçar a equipe na tentativa de evitar os exageros do carnaval e combater abusos cometidos por motoristas irresponsáveis. A Operação Carnaval começa à zero hora desta sexta-feira e se estenderá até o dia 21, quarta-feira de cinzas, nos 60 mil quilômetros de rodovias federais. A operação vai mobilizar 9.700 policiais, 20% a mais do que no ano passado e serão utilizados novos radares fotográficos, etilômetros de última geração (medidores de grau de alcoolismo do motorista), helicópteros, carros, motocicletas e ambulâncias. Ao todo, serão utilizados 400 radares, 500 etilômetros, 10 helicópteros e duas mil viaturas - entre automóveis, motos e ambulâncias. Os policiais, que trabalharão em sistema de revezamento, estarão distribuídos em mais de 400 postos de fiscalização, fixos e móveis. Dos 400 medidores de velocidade, 71 são de última geração, com tecnologia laser, à prova de detectores de radar. Os novos equipamentos podem funcionar durante oito horas sem recarga de bateria e têm capacidade de registrar duas infrações por segundo, conforme nota divulgada ontem pela PRF. Álcool e trânsito O aparelho também dispensa a abordagem dos motoristas infratores. Eles receberão a multa no endereço fornecido para licenciamento do veículo, com foto, local e hora da infração. O etilômetro (bafômetro), utilizado para apurar o estado de embriaguez de motoristas, será outra importante ferramenta empregada pelos policiais. Ao contrário dos bafômetros convencionais, que apontam apenas a presença de álcool na pessoa que se submete ao teste, o etilômetro também indica a quantidade da substância e emite comprovante impresso. Se utilizado como uma espécie de microfone, durante conversa com o condutor, consegue identificar indícios de embriaguez ainda que o motorista não saia do veículo ou se recuse a soprar o aparelho. A legislação brasileira estabelece um limite de 0,3 miligramas de concentração de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Este valor já é alcançado, quase sempre, depois do consumo de uma lata e meia de cerveja. Para reforçar o policiamento, a PRF determinou o cancelamento de férias e licenças de todos os policiais durante o Carnaval e fez escalas extras com os agentes que trabalham administrativamente em superintendências, distritos e delegacias. A medida, conforme a instituição, deve-se ao alto índice de acidentes e mortes registrados nesse período, somado ao aumento no volume de tráfego e ao consumo de bebidas alcoólicas. Em 2006, foram registrados 2.236 acidentes, com 126 mortes e 1.400 feridos durante os dias de folia nas rodovias de todo o país. Os Estados com maior número de acidentes foram Minas Gerais (411), Santa Catarina (324), Rio de Janeiro (213), Rio Grande do Sul (168) e São Paulo (165). Os maiores números de morte foram registrados em Minas Gerais (22), Santa Catarina (20), Rio de Janeiro (12), Espírito Santo (10) e Rio Grande do Sul (9). O sábado de carnaval foi o mais violento, com o registro de 525 acidentes, 31 mortes e 329 feridos.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2007 | 20h39

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