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Operação Catuaba prende sete no Ceará e um no Pará

A Polícia Federal prendeu hoje sete pessoas no Ceará. As prisões fazem parte da operação Catuaba, que está acontecendo em nove estados brasileiros e é realizada em conjunto pela Polícia Federal (PF), Ministério Público e Receita Federal.De acordo com a PF, os sete presos são acusados de envolvimento com o paraibano Daniel dos Santos Moreira, da empresa engarrafadora de bebidas Coroa, cuja sede fica em Patos, na Paraíba. Moreira é acusado de sonegar IPI. As prisões foram solicitadas pela Justiça paraibana e homologada pela 11ª Vara da Justiça do Ceará.A maioria dos capturados no Ceará é de funcionários da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-CE). Eles teriam recebido, segundo a PF, dinheiro (valor ainda não divulgado) para ajudar Moreira na sonegação de impostos. De acordo com o delegado federal que coordenou a operação no Estado, Hider Antunes Silva, os sete serão autuados pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha.Um deles, Avanir Braz Souto, preso em Fortaleza, guardava em casa uma pistola 9mm importada e de uso restrito. A arma estava sem documentação. A PF lavrou um flagrante por contrabando e porte ilegal. Também foram presos em Fortaleza os fiscais da Sefaz Paulo Henrique Alcântara Gonçalves e José Eugênio Pacelli Ramalho Sobral.Em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza, foi preso o digitador, também funcionário da Sefaz, Antônio Gerardo de Castro Costa. Em Pentecoste, a 80 quilômetros da Capital, foi presa Francineide Pereira Pinho; e, em Assaré, na região do Cariri, os irmãos Cláudio Esmeraldo Henrique (auditor fiscal da Sefaz) e Mônica Esmeraldo Henrique. A PF também está com mandado de prisão contra um outro irmão deles, Rômulo Esmeraldo Henrique, que acabou não sendo preso porque estava viajando com a família.Os acusados estão recolhidos na carceragem da PF em Fortaleza. O delegado Hider Silva disse que há a possibilidade de eles serem transferidos para a Paraíba. "Estamos aguardando a posição da Justiça", informou o delegado. A temporária de todos eles vence na próxima terça-feira.Prisão em BelémEm Belém (PA), a operação Catuaba levou para a prisão o gerente da agência do Banco da Amazônia (Basa) do bairro da Pedreira, Ormeu de Farias Pires, que é investigado por corrupção passiva. O mandado de prisão temporária foi expedido pela 4ª Vara Federal de Campina Grande.Segundo o Ministério Público Federal da Paraíba, há indícios de que Farias Pires teria recebido propina para facilitar a aprovação de empréstimos a um grupo acusado de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e irregularidades na venda de bebidas no nordeste do País. O superintendente da Polícia Federal no Pará, delegado José Sales, disse que o gerente já prestou depoimento sobre seu possível envolvimento com a Engarrafadora Coroa, de Campina Grande (PB), acusada de ser uma das mentoras do esquema de fraudes e pagamento de propina a servidores públicos. Farias Pires negou ter recebido qualquer vantagem financeira. Um de seus advogados anunciou que iria impetrar um habeas-corpus para que o gerente saia da cadeia antes de se esgotar o prazo de cinco dias do decreto de prisão. Sales informou que a Polícia Federal ainda procura mais um suspeito de envolvimento com a organização criminosa em Belém. O nome não foi divulgado para não prejudicar o trabalho dos policiais.

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