Operação contra fraude do leite prende três no Rio Grande do Sul

Detidos são suspeitos de adicionar soda cáustica, sal, bicarbonato e ureia ao produto; para juíza, trata-se de 'envenenamento em massa'

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2014 | 21h01

PORTO ALEGRE - As promotorias de Justiça Especializada Criminal e de Defesa do Consumidor cumpriram nesta quarta-feira, 10, três mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça contra Luís Vincenzi, seu filho Leandro Vincenzi e a nora Daiane Ampese Vincenzi, suspeitos de participação em um dos esquemas de adulteração de leite descobertos no Rio Grande do Sul desde maio de 2013. 

Em uma das investigações do ano passado, o Ministério Público já havia denunciado Leandro Vincenzi e Luís Vincenzi pela adição de soda cáustica, sal, bicarbonato de sódio e ureia contendo formaldeído ao leite que a LTV Indústria, Transporte e Comércio de Laticinios Ltda, da qual eram sócios, transportava. 

Leandro foi preso em maio e solto em dezembro, por decisão da Justiça.

As promotorias continuaram investigando o caso e descobriram que a empresa, mesmo depois de passar algum tempo interditada pelo Ministério da Agricultura, voltou a praticar fraudes, com participação de Daiane Vincenzi no período em que o marido dela, Leandro, esteve preso. 

Transcrito parcialmente em nota distribuída pelo Ministério Público, o despacho da juíza da Comarca de Teutônia, Patrícia Stelmar Netto, afirma que "se trata de um envenenamento em massa, beirando ao genocídio, contra os consumidores de leite e seus derivados, um crime hediondo, com consequências graves e sérias à população".

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