Operação contra milícia prende ao menos dez em Duque de Caxias

Grupo é acusado de homicídios, torturas, lesões corporais graves, tráfico de drogas, ocultação de cadáver e extorsões na Baixada Fluminense

O Estado de S. Paulo

31 Outubro 2013 | 09h26

RIO - Pelo menos dez pessoas acusadas de integrar uma milícia foram presas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na Operação Capa Preta II, conjunta entre a Secretaria de Segurança e o Ministério Público. Foram expedidos 23 mandados de prisão, resultados de investigação de prática de crimes violentos, como homicídios, torturas e lesões corporais graves, além de tráfico de drogas, ocultação de cadáver e extorsões.

Eles são acusados também de diversos crimes típicos de milícia, como cobrança de taxas por serviços clandestinos, imposição de compra de cestas básicas por valores mais altos do que os de mercado, agiotagem, invasão de residências, distribuição ilícita de sinal de TV a cabo, transporte clandestino e venda ilegal de botijões de gás.

Até as 8h30, haviam sido presos Fábio Delfino de Oliveira; Eder Fabio Gonçalves da Silva, "Fábio É Nós"; Samuel Felipe Dantas de Farias, Jonas Gonçalves da Silva, Fábio Grama Miranda, Jorge Luiz Moreira de Souza, José Gomes da Rocha Neto, o "Kiko"; Wander Lucio Pereira Gomes; Roberto Wagner Lima de Castro, "Betão", e Lucio Rocha Loyola - sendo um ex-vereador (Jonas Gonçalves da Silva), sete PMs, cinco ex-PMs, um ex-policial civil e dois fuzileiros navais.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias por formação de quadrilha armada para a prática de crime hediondo. O grupo, segundo o MP, atua pelo menos desde 2007 em 13 bairros pobres do município. Cerca de 300 policiais foram mobilizados para a operação.

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