Operação contra prostituição infantil prende 52 pessoas

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, anunciou nesta quarta-feira a detenção de 19 crianças e a prisão de 52 adultos em uma operação realizada na semana passada em 18 Estados e no Distrito Federal para combater a prostituição infantil no País.A maioria dos presos na Operação 12 de Outubro, como foi denominada, é suspeita de submeter menores à prostituição ou praticar exploração sexual, crime punido com penas que vão de 4 a 10 anos de prisão.Só em São Paulo, em investigações feitas em boates localizadas nos bairros de Santana, na zona norte, e Ibirapuera, na zona sul, e também na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo, foram presas 9 pessoas, sendo 2 menores de idade.Thomaz Bastos informou que uma nova operação integrada pelos governos federal, estaduais e municipais será realizada durante o carnaval, com o objetivo de coibir o turismo sexual. Além do trabalho das Polícias Federal, Civil e Militar, a operação contará com uma campanha educativa que terá como objetivo buscar conscientizar as pessoas a não se envolverem com a prostituição infantil.O ministro disse que já falou com o prefeito de uma capital nordestina sobre o assunto para discutir estratégias de combate à prostituição infantil, inclusive para descobrir se agências de viagens estão vendendo esse tipo de pacote para atrair estrangeiros. "Tentaremos impedir esse desfrutamento sexual de menores", afirmou.Thomaz Bastos também disse que a Polícia Federal está trabalhando para identificar suspeitos de participar de um esquema internacional de tráfico de mulheres brasileiras para países da Europa, passando antes pelo Suriname.A nova secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, tomou posse nesta quarta-feira afirmando que as suas prioridades serão o combate à exploração sexual infantil, o tráfico de pessoas e o crime organizado. "Não podemos assistir de forma impassível nossas crianças e adolescentes serem sexualmente explorados, o constante tráfico de seres humanos, os cidadãos encarcerados sem perspectivas de vida futura e o crescimento do crime organizado", disse Cláudia.A secretária afirmou que pretende ampliar a cooperação judiciária internacional para conseguir recuperar recursos oriundos do crime organizado que estejam no exterior.Cláudia Chagas quer também investir mais no sistema penitenciário. "Pretendemos manter investimentos na construção de novos presídios e paralelamente executar programas voltados para a saúde e a profissionalização do detento, a capacitação dos servidores e a informatização de todo o sistema penitenciário nacional", afirmou a secretária.O ministro da Justiça defendeu que os investimentos no sistema penitenciário sejam voltados, na medida do possível, para a instalação de estabelecimentos onde os presos possam cumprir a pena em regime semi-aberto, ou seja, os condenados podem sair para trabalhar e voltar para dormir na cadeia.Segundo Thomaz Bastos, em municípios onde não existe esse tipo de presídio, ou os condenados estão em prisões fechadas, sem direito ao benefício, ou estão em liberdade.

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