Operação da Força Nacional apreende 300 kg de maconha

Dois meses após o desembarque no Rio, policiais da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) fizeram neste domingo a primeira grande apreensão de droga no Estado: 300 quilos de maconha. Dez homens da FNSP participavam de uma blitze de rotina no posto da Polícia Rodoviária Federal da Rodovia Presidente Dutra na Serra das Araras. Eles desconfiaram de uma Kombi com placa de São José dos Campos (SP) e descobriram o carregamento, por volta das 6h30 da manhã.A maconha estava escondida dentro de uma geladeira Prosdócimo antiga. "Pela maneira como a droga foi prensada e embalada, com certeza veio do Paraguai. São Paulo é hoje o grande entreposto do Brasil e São José dos Campos é uma rota conhecida", declarou o titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal (PF), Vitor Cesar Carvalho dos Santos, que interrogou os dois acusados de fazer o transporte.Presos em flagrante, o pernambucano Aderson Nunes Feitosa, de 32 anos, e o mineiro Benedito Dorizete da Silva, de 44, contaram ao policial que a maconha seria entregue a um intermediário na Rodoviária Novo Rio. "Eles estacionariam em um local pré-determinado e alguém viria até eles. A senha era a frase `Nem mais gordo nem mais magro´."Os dois não estavam armados e, segundo o relato de policiais da FNSP, não resistiram à prisão. "Desconfiamos da atitude do motorista, que inicialmente ficou muito nervoso. Depois, quando percebeu que `a casa tinha caído´, ficou tranqüilo. Essa é uma característica das pessoas que se envolvem com esse tipo de coisa", disse o capitão José Non Oliveira de Souza, de 39 anos, da PM da Bahia, que chefia a operação da FNSP.ResultadoEle afirma que a "tendência agora" é mostrar mais resultado. "O conhecimento do terreno é fundamental para a gente." Também participaram da operação de domingo, iniciada à 1h30 da madrugada, policiais do Amapá, de Goiás, de Sergipe, do Maranhão e do Distrito Federal. A FNSP tinha à disposição quatro cães farejadores, que nem foram usados. Quatro policiais federais davam apoio à blitze.Os acusados guardaram a droga em uma geladeira velha e usaram um spray aromatizante para tentar disfarçar o forte cheiro. Inicialmente, alegaram que faziam o frete de uma mudança. Também levavam uma televisão, que não tinha droga na parte interna. "Com certeza eles fizeram a rota outras vezes", afirmou o delegado. O celular de Aderson, motorista da Kombi, tocou várias vezes após a prisão. A PF vai rastrear as ligações para tentar identificar pessoas que levem ao fornecedor e ao receptador. "Mula não pode saber muita coisa. É sempre assim."Até o fim da tarde deste domingo, a PF não sabia para qual morro do Rio seria destinada a droga. Santos afirmou que não havia nada que indicasse a eventual participação de criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) no esquema.Os dois serão indiciados sob as acusações de tráfico e associação para o tráfico, segundo o delegado. A pena máxima prevista é de 20 anos. O material apreendido estava avaliado em R$ 150 mil. A dupla presa em flagrante contou que receberia R$ 600 pelo transporte da droga. Dentro da Kombi, placa BWF-1257, de São José dos Campos, a polícia encontrou seis pontas de projéteis.Texto alterado às 18h50 para acréscimo de informações

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