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Operação da PF prende integrantes de rede mundial de pedofilia

Dezoito pessoas já foram presas no RS, RJ, PR e ES pela Operação DirtyNet nesta quinta-feira

Solange Spigliatti, Estadão.com.br

28 Junho 2012 | 09h48

Atualizada às 12h50

SÃO PAULO - Sobe para 18 o número de pessoas presas nesta quinta-feira, 28, acusadas de integrar uma rede internacional de pornografia infantil.

Durante operação desencadeada pela polícia federal, suspeitos de integrar o grupo foram presos no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná. Também foram apreendidos computadores, arquivos em HD e Pen drives, além de câmeras.

O grupo atuaria em 11 estados e no Distrito Federal, sendo responsável pela distribuição de arquivos com cenas de abusos praticados contra menores, inclusive bebês.

Além da troca de arquivos, a polícia teve acesso a relatos de outros crimes, como estupro cometido contra os próprios filhos, sequestros, assassinatos e atos de canibalismo, informou a PF.

O conteúdo era compartilhado com outros usuários na internet de mais 34 países. A Interpol já foi informada sobre a investigação e deve continuar a busca por todos os envolvidos.

A Operação DirtyNet está cumprindo 50 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Espírito Santo. No município da Serra, um mandado de busca e apreensão resultou na prisão de um estudante de 19 anos. Segundo a PF, em seu computador foram encontrados vários arquivos de fotos e vídeos, envolvendo exploração sexual de criança. Durante a ação, o jovem acabou confessando que tinha acesso a uma rede privada onde obteve os arquivos. Ele pagou fiança e responderá o processo criminal em liberdade.

Operação DirtyNet. A investigação começou em Porto Alegre em dezembro de 2011, após a prisão de uma pessoa envolvida em uma rede de compartilhamento de dados que envolvia a prática de pornografia infantil. Na ocasião, a Justiça Federal autorizou que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigassem o grupo. Procuradores da República que trabalharam no caso chegaram então a outros 65 alvos no Brasil e mais 97 no exterior.

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