Operação da PM no Morro do Turano deixa 3 mortos

No Complexo da Pedreira, também na zona norte, um homem foi baleado quando polícia procurava armas

Pedro Dantas, RIO, O Estadao de S.Paulo

27 de maio de 2009 | 00h00

Três homens morreram durante operação da Polícia Militar no Morro do Turano, no Rio Comprido (zona norte do Rio), na noite de segunda-feira. Entre os mortos, apenas um foi identificado: Diego Souza, de 21 anos. Com as vítimas, segundo a polícia, foram encontrados um fuzil, um revólver, uma pistola, 30 cartuchos de munição, 10 trouxinhas de maconha, 7 papelotes de cocaína e 4 pedras de crack.No Complexo da Pedreira, em Costa Barros (também na zona norte), duas operações policiais tentaram sem sucesso localizar um paiol de armas e drogas no conjunto de favelas. Policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar de Rocha Miranda entraram na favela na noite de segunda-feira e saíram às 4 horas de ontem. De acordo com relatos de moradores, o tiroteio foi intenso. Um homem identificado como Fábio da Silva Carvalho, de 22 anos, foi baleado nas pernas e no abdome. A PM informou que apreendeu com ele uma metralhadora 9 mm. Ele permanecia internado ontem à tarde em estado grave no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no subúrbio do Rio.Pela manhã, cerca de 200 agentes da Polícia Civil foram ao Complexo da Pedreira, mas encontraram apenas ruas desertas, escolas e o comércio fechados após a longa noite de tiroteios entre traficantes e PMs.De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 4.450 alunos do turno da tarde ficaram sem aulas com o fechamento de cinco escolas e quatro creches.CONTABILIDADENovamente, o paiol não foi encontrado. Três homens foram presos. Os agentes apreenderam uma metralhadora, uma escopeta, munição, 2 mil pedras de crack, 500 trouxinhas de maconha, 10 litros de acetona, 5 litros do entorpecente conhecido por "loló" e dois cadernos de contabilidade.As anotações dos traficantes apontam que a quadrilha movimentava até R$ 42 mil por mês. Em apenas 12 dias de abril, a movimentação financeira foi de R$ 19 mil. A venda de crack aparece nas anotações como responsável pelo lucro da quadrilha. "O consumo de crack cresceu muito. É mais barato para o consumidor e para o traficante. Além disso, vicia mais rápido do que as demais drogas", disse o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, Deoclécio de Assis.

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