Operação da polícia em favela do Rio deixa quase 2 mil alunos sem aula

Ação da PM e da PF busca checar informações de inteligência sobre o tráfico de drogas nas comunidades de Lins de Vasconcelos, na zona norte

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2013 | 11h34

RIO - Cerca de 1.900 alunos de duas escolas e quatro creches da rede municipal ficaram sem aulas na manhã desta sexta-feira, 30, devido a uma operação conjunta das Polícias Militar e Federal iniciada às 5h30 nas favelas do bairro do Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro.

A ação, que mobiliza cem homens das duas polícias, tem o objetivo de checar informações de inteligência sobre o tráfico de drogas na região. Um veículo blindado, conhecido como Caveirão, e dois helicópteros dão apoio à incursão.

Até as 10 horas, não havia informações de presos nem de tiroteio com traficantes. Foram apreendidas 38 máquinas caça-níqueis em um imóvel na Rua Francisca. Os registros de ocorrência estão sendo feitos na 26ª Delegacia de Polícia (Todos os Santos).

O tráfego é normal na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que corta as favelas do Lins e é uma das principais vias de ligação da zona oeste com a zona norte e o centro da cidade.

Controladas por traficantes, as favelas do Lins ficam próximas de outras comunidades que já possuem Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, e São João, no Engenho Novo.

Para evitar que bandidos do Complexo do Lins fujam para o Morro da Covanca, em Jacarepaguá, na zona oeste, policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 18º Batalhão (Jacarepaguá) estão na região de mata que divide as comunidades.

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