Operação da Polícia Federal contra caça-níqueis prende 13

Dos presos, 10 tinham mandado de prisão expedidos; outros 3 eram donos dos locais onde estavam as máquinas

Pedro Dantas, da Agência Estado,

01 Agosto 2008 | 18h23

Treze pessoas foram presas, acusadas por exploração de máquinas de caça-níqueis na Região Serrana do Rio. Entre os acusados, estão um policial civil da 110ª Delegacia de Polícia de Teresópolis, que permanece foragido e que atuaria como informante da quadrilha, além de um policial militar lotado no batalhão da mesma cidade, que foi preso em flagrante em casa, com máquinas do jogo de azar, documentos e computadores. Esta foi a segunda operação da PF na Região Serrana, este ano, para coibir o jogo ilegal.   A ação policial, que reuniu cerca de 160 agentes, começou ainda na madrugada. Os policiais se reuniram na sede da Polícia Federal de Niterói (Região Metropolitana), responsável pelas investigações. Em comboios, eles partiram para diferentes endereços em cidades da serra fluminense e também na capital. Responsável pelas investigações, o delegado da PF Victor Poubel estimou que a quadrilha movimentava cerca de R$ 300 mil por semana.   Entre os presos, 10 tinham mandado de prisão expedidos. Os outros três são donos de estabelecimentos e foram presos em flagrante, pois abrigavam máquinas do jogo de azar. "Eles serão indiciados por corrupção, contrabando, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha", declarou Poubel.    A operação, batizada de "Serra dos Órgãos", também resultou na apreensão de R$ 700 mil em espécie, nove carros, duas motos, além de máquinas caça-níqueis. De acordo com a Assessoria de Comunicação da PF, o material será encaminhado para a sede do Serviço de Inteligência, em Brasília , para análise.

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