Operação de busca a vítimas do voo 447 completa mil horas

Até o momento não foi feita nenhuma identificação dos corpos; quando isso ocorrer, a família será informada

Angela Lacerda, da Agência Estado,

15 de junho de 2009 | 19h52

A operação de buscas do Airbus da Air France completa nesta terça-feira, 16, mil horas de voo sem que nenhum novo corpo tenha sido avistado nos últimos quatro dias. A informação foi dada nesta noite pelo assessor de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-coronel Henry Munhoz, em entrevista coletiva. O acidente com o voo 447, que fazia o trecho Rio-Paris, ocorreu na noite do dia 31 de maio.

 

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Novos destroços - sem quantidade nem tamanhos informados - foram vistos nas buscas desta segunda-feira, a 950 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha, na região fronteiriça entre a área de jurisdição do espaço aéreo do Brasil e de Dacar (Senegal) e a cerca de cem quilômetros da região central de buscas - onde foram localizados os primeiros destroços. Mesmo com o avião radar R-99 fazendo varreduras em outras áreas, a localização de destroços e corpos tem se concentrado nessa área específica.

 

Para contextualizar o que significam mil horas de voo, o assessor de imprensa observou que a operação de resgate realizado no final do ano passado em Santa Catarina, devido a enchentes, totalizou 460 horas, menos da metade da operação ligada ao voo 447. As atividades seguem uma mesma sequencia: o avião R-99 - que já varreu uma área equivalente a cinco vezes o Estado de São Paulo e faz uma média de três viagens diárias - faz as buscas por radar e em seguida as aeronaves decolam para fazer as buscas visuais.

 

Foi reiterado que a operação continua por tempo indeterminado, numa força-tarefa que envolve mil homens - sendo 671 da Marinha e 250 da Aeronáutica brasileiras - além de 13 aeronaves - 11 da FAB e duas francesas. Aos cinco navios da Marinha brasileira que trabalham nas buscas, outros dois irão se incorporar a partir desta semana, de acordo com o capitão-de-fragata Giucemar Tabosa, do Centro de Comunicação da Marinha. Segundo ele, a fragata Constituição, que desembarcou no Porto do Recife, no domingo, destroços e a maior peça encontrada até o momento, o estabilizador vertical do Airbus, está atracada em Natal. Aguarda determinação da Marinha para retornar ao local de buscas.

 

A fragata Bosísio, que transporta os últimos seis corpos resgatados pelo navio Mistral da Marinha francesa, deve chegar nesta terça próximo a Fernando de Noronha. Os corpos serão levados ao arquipélago de helicóptero para pré-identificação por peritos da Polícia Federal (PF) e da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS). Depois serão levados para o IML, no Recife, para exames de necropsia. No IML se encontram 43 corpos, num total de 49 vítimas resgatadas. O Airbus tinha 228 passageiros.

 

IDENTIFICAÇÃO

 

Até o momento não foi feita nenhuma identificação dos corpos. Quando isso ocorrer e quando se tiver certeza da identidade da vítima, a família será informada. Esta é a informação oficial da PF e SDS, que trabalham em conjunto na identificação das vítimas e indicação das mortes.

 

O embaixador designado pela França para atender às famílias das vítimas - de 32 países -, Pierre-Jean Vandoorne, deu entrevista no Porto do Recife, no domingo, 14, e a imprensa local publicou que ele teria dito que haviam sido feitas as primeiras identificações, e que entre elas não havia nenhum cidadão francês. Tal afirmação não foi traduzida pelo assessor que o acompanhava. A PF e a SDS negaram a informação e o próprio embaixador disse ter sido mal interpretado.

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