Operação de busca é encerrada

Não há chance de achar mais corpos, dizem militares

Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

A operação de busca do voo 447 da Air France foi encerrada. O anúncio foi feito ontem à noite pelo comando da Marinha e da Aeronáutica, sob o argumento de que não há mais tecnicamente possibilidade "de se encontrar corpos e despojos" na área de buscas. Nos últimos nove dias, nenhum corpo ou despojo foi avistado.O balanço considera essa operação "a maior e mais complexa de busca e resgate" já realizada pelas Forças Armadas brasileiras em área marítima, tanto na duração quanto na magnitude dos meios empregados. Em 26 dias de operação foram voadas cerca de 1.500 horas, com buscas visuais em área correspondente a 350 mil km², mais de três vezes a dimensão do Estado de Pernambuco. O avião radar R-99 realizou busca eletrônica em área correspondente a oito vezes a dimensão do Estado de São Paulo. A FAB utilizou 12 aeronaves e 268 militares. A Marinha atuou com 11 navios em revezamento na área de buscas - envolvendo 1.344 militares. Na área de busca permanecem os navios coordenados pela França que visam a captar emissões da caixa-preta.Na operação foram resgatados 51 corpos e mais de 600 partes de componentes estruturais do Airbus, além de bagagens. Os corpos recolhidos foram entregues à Polícia Federal e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para identificação e indicação das causas da mortes. Dos 51, 14 já foram identificados. Os destroços e as bagagens foram entregues ao órgão francês de investigação (BEA), responsável pela investigação das causas do acidente. CAIXA-PRETANa região do Oceano Atlântico em que deve ter caído o voo 447 seguem as buscas francesas pelas caixas-pretas. A expectativa é de que, se não forem encontrados sinais nos próximos quatro dias, dificilmente será possível resgatar os decodificadores de voz e dados. Após a divulgação por um jornal francês de que já se ouviram sinais no leito marinho, o BEA veio a público destacar que numerosos sinais foram registrados, por conta da geografia e da fauna marinha, mas todos resultaram em pistas falsas. Sinais de caixas podem ser notados a até 2 km de distância.

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