Operação Delivery inicia prisão de pedófilos no Acre

Dois pecuaristas foram detidos por exploração sexual após quatro meses de investigações

Itaan Arruda, Especial para o Estado

02 Novembro 2012 | 15h43

RIO BRANCO - A Polícia Civil do Acre iniciou na manhã desta sexta-feira, 2, o cumprimento de dois mandados de prisão, expedidos pelo juiz Romário Divino, dos pecuaristas Adalho Cordeiro Araújo, 79, e Assuero Doca Veronez, 62. Ambos acusados de pertencer a uma rede de exploração sexual de adolescentes. O cumprimento dos mandados de prisão, realizado de forma simultânea, foi um trabalho feito em parceria com a Polícia Federal e Ministério Público. Todo trabalho de investigação foi realizado pela Polícia Civil e pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO), vinculada ao Ministério Público do Estado do Acre. Os dois pecuaristas presos foram ouvidos na Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado, realizaram exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal e encaminhados ao presídio Francisco de Oliveira Conde, onde aguardam pronunciamento da Justiça.

 

A Operação Delivery é resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Acre. No dia 17 de outubro, foram presos os aliciadores, as pessoas que agenciavam os encontros. A rede era formada por sete pessoas. Essas sete pessoas foram monitoradas 24 horas por dia durante quatro meses. A partir daí, percebeu-se a intricada rede de trabalho necessária para garantir a exploração sexual de meninas. Algumas eram maiores de 18 anos. Outras tinham entre 14 e 17 anos. Nem todas eram pobres ou miseráveis.

 

Foram 2.880 horas de gravação com autorização judicial que expõem a forma de atuação do grupo. Todo material está reunido em um grande dossiê que detalha os diálogos dos aliciadores com outras pessoas que usavam da rede de exploração sexual de adolescentes. Em material distribuído à imprensa ainda nesta manhã, a polícia informa que não está descartada a possibilidade de "outras prisões de pessoas envolvidas com exploração sexual e favorecimento à prostituição de crianças e adolescentes".

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