Operação foi realizada para ocupar territórios, diz secretário de segurança do Rio

Beltrame enfatizou que os líderes das facções serão procurados fora de seus redutos

Agência Brasil,

06 de fevereiro de 2011 | 16h01

O secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, fez um balanço da ocupação das nove comunidades do Complexo do São Carlos, desde as 6h da manhã de hoje (6), afirmando que o objetivo da operação é a ocupação do território e que a guerra entre facções rivais acabe. Ele ressaltou que a prisão dos líderes dessas facções "é importante, como a apreensão de armas e drogas é importante, mas eu acho que prioritariamente, o mais importante, é obter esses territórios sem aumentar estatísticas de balas perdidas, de auto de resistência e homicídio ou ferimento em qualquer pessoa civil".

 

O secretário enfatizou que os líderes das facções serão procurados fora de seus redutos, porque ficam mais expostos e a polícia está atenta a esta movimentação.

 

"Somente após a ocupação do Complexo do Alemão, mais de uma centena de criminosos foram presos em outras regiões da cidade", lembrou.

 

Beltrame disse também que a Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul da cidade, será ocupada, mas não fixou data para a entrada das forças de segurança na comunidade. "Há uma previsão de ocupação da Rocinha e está dentro de um planejamento das 40 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que serão instaladas em áreas de conflito".

 

O secretário explicou que com o anúncio feito pelo governador Sérgio Cabral, de que o Complexo de São Carlos seria ocupado pode ter levado os líderes dessa mesma facção a terem se deslocado para outras comunidades, como é o caso da Rocinha, mas que essa estratégia de anunciar antes a ocupação não prejudica em nada o planejamento das operações.


"A inteligência [da Secretaria de Segurança] já nos deu um aceno bom com relação ao deslocamento desses criminosos para outras áreas. É preciso que se entenda que há 30 anos o Rio de Janeiro tem esse tipo de problema. Esse processo todo é um filme e no final nós vamos ter um resultado positivo", destacou.

 

O secretário disse que prefere que essas pessoas saiam e o Estado retome essa função do que "nós entrarmos lá a custa da vida de um inocente. Nós não temos o direito de errar. Cada trabalho desse tem de ser feito de uma única vez e nós não vamos entrar de maneira atabalhoada, porque dentro de um lugar x tem escondido um fulano de tal". As informações são da Agência Brasil.

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