Operação no morro da Mangueira termina com 5 mortos

Cinco pessoas morreram hoje de manhã em uma operação de duas horas envolvendo 40 policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Delegacia de Capturas Sul, no Morro da Mangueira, na zona norte do Rio. Segundo o coordenador das Delegacias Especializadas, delegado Alan Turnowski, o principal objetivo era prender o traficante Cássio Monteiro das Neves, que seria gerente do tráfico de drogas na favela, mas ele conseguiu escapar. Três pessoas foram presas para averiguação. Foram apreendidos cinco quilos de maconha, um fuzil, um revólver, duas pistolas, um carro e duas motos roubadas. Turnowski informou que vinha investigando Neves "há algum tempo" e sabia que hoje ele estava escondido em uma casa, num local conhecido como Candelária. Munido de um mandado de prisão, seguiu com os policiais para o morro, mas segundo ele foi recebido a tiros por cerca de 10 traficantes. Cinco morreram no confronto, que começou às 8 horas. "Quando chegamos ao local, encontramos forte resistência e não conseguimos subir rapidamente. O Cássio já tinha escapado." Na semana passada, em outra operação policial, oito traficantes foram presos. De acordo com Turnowski, Neves é o braço-direito dos traficantes Francisco Paulo Teslas Monteiro, o Tuchinha, e Alexander Mendes da Silva, o Polegar, presos em Bangu 3. Segundo agentes penitenciários, os dois recebiam visitas do secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, que tem um projeto social no morro há 15 anos. Ele é acusado pelo ex-comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (São Cristóvão), tenente-coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, de pedir uma trégua nas operações policiais por pressão de traficantes. Desde que as denúncias foram divulgadas, Chiquinho afirma que pediu apenas à PM que não fizesse incursões no horário escolar.

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