Polícia Civil
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Operação no Rio prende 15 suspeitos de integrar milícias que agem em São Gonçalo e Maricá

Arrecadação mensal da organização criminosa girava em torno de R$ 100 mil por mês

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2018 | 09h17

RIO - A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira, 24, a Operação Gerais, para desmontar três quadrilhas de milicianos que atuam em São Gonçalo e Maricá, na região metropolitana do Rio. Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumprem 52 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão preventiva. Segundo a Polícia Civil, até as 8h, 15 pessoas já tinham sido presas.

O objetivo é desarticular três milícias com comandos distintos, mas que possuem integrantes atuando em mais de uma quadrilha. Um dos grupos seria liderado por Anderson Cabral Pereira, conhecido como "Sassa", com atuação em bairros de São Gonçalo. A segunda milícia seria chefiada por Luis Claudio Freires da Silva, chamado de "Zado", com atuação também em São Gonçalo. O último grupo de milicianos teria comando de Wainer Teixeira Júnior, com domínio em Maricá.

Segundo a investigação, os grupos agem com violência, usam armas de fogo e praticam assassinatos para manter o domínio da população local. Eles teriam o apoio de policiais corruptos para expandir o domínio territorial.

Os grupos têm como fonte de arrecadação a exploração de "taxa de segurança" a comerciantes, controle da venda de botijões de gás e de cestas básicas, venda de cigarros contrabandeados, e exploração de serviço clandestino de internet e TV a cabo, entre outras atividades irregulares. A investigação apurou que a arrecadação mensal da organização criminosa girava em torno de R$ 100 mil por mês, podendo chegar a R$ 1.2 milhão ao ano.

A milícia liderada por Wainer, em Maricá, tinha entre os integrantes João Paulo Firmino, apontado como suspeito de assassinar cinco jovens num condomínio do programa Minha Casa Minha Vida, em Itaipuaçu, em 25 de março deste ano. Segundo a Polícia, os jovens seriam usuários de drogas e foram assassinados para reafirmar o poder da quadrilha e espalhar o terror entre moradores e comerciantes da região.

 

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