Marcos Arcoverde/AE
Marcos Arcoverde/AE

Operação para recuperar fuzis no Rio apreende apenas motos

Policiais cariocas e paulistas participaram de incursão na Baixada para reaver armas de quartel de Ribeirão Pires

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2009 | 17h37

Apenas duas motocicletas foram apreendidas na operação da Polícia Civil do Rio no Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), para recuperar 22 fuzis e 89 pistolas semiautomáticas roubadas do Centro de Treinamento Tático (CTT) de Ribeirão Pires, no ABC paulista. Um delegado e dois policiais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo participaram da incursão que mobilizou 70 agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos.

 

"É uma tarefa difícil. A informação da Inteligência da Polícia do Rio indica que os fuzis foram vendidos para várias favelas dominadas por facções criminosas distintas", reconheceu o chefe da Divisão de Operações Policiais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Rebello.

 

Ele contou que a operação foi planejada no dia anterior em reunião com o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. Dois fuzis roubados do CTT foram encontrados no Rio em outubro. O primeiro dele, um fuzil Colt-Imbel, de calibre 5,56 mm, foi apreendido pela Polícia Militar, após confronto com traficantes, no Complexo da Mangueirinha, dominado por traficantes do Comando Vermelho (CV).

 

O segundo fuzil, um Colt-Imbel calibre 223, foi encontrado no Morro da Serrinha, em Madureira, controlado por traficantes a quadrilha Amigos dos Amigos (ADA). O delegado paulista mostrará aos donos do CTT as fotos apreendidas pela Polícia do Rio em um celular abandonado por menores, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio.

 

As imagens mostram homens e adolescentes armados na favela com pelo menos 12 fuzis diferentes. "Alguns fuzis tem o calibre compatível com as armas roubadas. Vamos ver se eles reconhecem as armas", afirmou Rebello. Com alto poderio bélico, o Morro dos Macacos, dominado pela ADA, foi o epicentro do confronto entre traficantes no dia 17 de outubro. O intenso tiroteio resultou na queda do helicóptero da Polícia Militar, que tentava por fim ao conflito. Três policiais morreram.

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