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Operação policial encontra evidências contra Mânica

Numa megaoperação que durou mais de seis horas e mobilizou 56 policiais, a Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira, computadores, armas, agendas e documentos contábeis que aumentam o rol de evidências do envolvimento da família Mânica na chacina de três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em 28 de janeiro, em Unaí (MG). Ao todo, foram 14 mandados de busca nas residências, fazendas e escritórios dos irmãos Norberto, Antério, Celso e Luiz Antônio Mânica.Numa das buscas, foi recolhido farto material no escritório do contador da família, Odécio Oplet. Do material apreendido, constam cópias de multas e autuações aplicadas por um dos fiscais assassinados, Nelson José da Silva, além de recursos de defesa contra as punições, todas por desrespeito a leis trabalhistas nas propriedades dos Mânica. A família é a maior produtora de feijão da América Latina e suas propriedades eram alvo de freqüentes inspeções por suspeita de prática de trabalho escravo. Os policiais também encontraram no cofre de um veículo de Luiz Antônio uma lista com nomes de pessoas da região e valores assinalados ao lado de cada um deles. Os valores somam R$ 1,3 milhão. Um dos nomes é o de Hugo Pimenta, empresário cerealista de Unaí, preso como intermediário da contratação dos pistoleiros. Ao lado do nome dele, consta a cifra de R$ 80 mil. Desde o início, a polícia trabalha com a hipótese de que o crime teria sido encomendado por um consórcio de fazendeiros. "Não obtivemos prova disso, mas temos certeza de que o crime interessava a muitas pessoas na região", afirmou Antônio Celso.O crime ocorreu por volta das 8h30 do dia 28 de janeiro, numa estrada vicinal próxima a Unaí, quando os servidores inspecionavam fazendas da região suspeita da prática de trabalho escravo. Eles foram emboscados e alvejados com nove tiros, quase todos na cabeça.

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