Operação Vampiro considera Rommel mentor das fraudes

O empresário Lourenço Rommel Pontes Peixoto está sendo considerado pela Polícia Federal o principal mentor do esquema que fraudou licitações para a compra de hemoderivados no Ministério da Saúde e que gerou um prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos. Além disso, a PF deverá investigar outros contratos mantidos pelas empresas de Rommel com a administração pública. Ele teve sua prisão decretada na quarta-feira, junto com outros 11 empresários e lobistas e seis funcionários públicos, alcançados pela Operação Vampiro, da Polícia Federal. Entre eles, Luiz Cláudio Gomes da Silva, um dos principais assessores do ministro Humberto Costa. Até o final da tarde de hoje, o empresário e os lobistas Marcos Jorge Chain e Jaisler Jabour de Alvarenga, continuavam foragidos. Foi a partir do levantamento feito nos bens de Rommel que a PF decidiu avançar na investigação em torno do empresário. Com negócios em áreas estratégicas, ele é vice-presidente do Jornal de Brasília, e sócio de Armando Garcia Coelho - que está preso no Rio de Janeiro - no Jornal dos Sports. Mas seu campo de atuação é maior na área de saúde. O empresário, segundo a PF, é dono da Humana Farma Consultoria e da ABC Data Saúde Consultoria de Procedimentos Médicos Ltda. No governo Collor, Lourenço Rommel teve um cargo na extinta Central de Medicamentos (Ceme), de onde saiu processado por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, concussão e crime contra a ordem tributária. A ação ainda tramita no Tribunal Regional Federal (TRF).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.