Operações são liberadas em Congonhas após interdição

A pista principal do Aeroporto de Congonhas foi liberada às 12h30 para pousos e decolagens após uma hora de interdição, devido às fortes chuvas que caíam sobre a zona sul de São Paulo. A medida é adotada para evitar derrapagens.A quarta interdição nesta quinta-feira, 8,ocorreu às 11h35 para que os técnicos do aeroporto fizessem a medição da lâmina de água, que não pode ultrapassar três milímetros. De acordo com informações da reportagem da Rádio Eldorado AM, foram registrados atrasos de até uma hora em pelo menos 34 vôos, sendo 15 partidas e 19 chegadas. Cinco aeronaves que iriam decolar tiveram que taxiar e retornar. Outro caso ocorreu com um avião que iria pousar. Vários vôos deixaram de pousar e decolar. O caso mais grave era do vôo 1827 da Gol, vindo de Macapá, que deveria pousar às 8 horas e estava confirmado para às 15 horas. A movimentação de passageiros era intensa principalmente no saguão central e nos guichês de check in. A pista principal já havia sido fechada outras três vezes, mas com tempo de interdição variando os 10 minutos. Dessa vez, segundo a Infraero, a medição da lâmina ultrapassou os 3 mm e enquanto o volume de água não diminuiu não era possível liberar a pista. O problema pode continuar por toda a tarde, já que a previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) é de mais chuva por toda a cidade. Justiça Na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região revogou a decisão que restringia o pouso de vôos Fokker 100 e Boeing 737-700 e Boeing 737-800 no Aeroporto de Congonhas. O desembargador federal Antônio Cedenho, decidiu cancelar a decisão, que entraria em vigor a partir da zero hora desta quinta-feira. Apesar da decisão, continua em vigor a interdição da pista em dias de chuva forte, com a intenção de evitar derrapagens. Caso a medida entrasse em vigor, pelo menos 10 mil passageiros, só em Congonhas, seriam prejudicados, segundo a Anac. Os vôos proibidos representam 42% do movimento diário do aeroporto e 265 vôos deixariam de ser realizados por dia em Congonhas. A situação do aeroporto de Congonhas também deve entrar na pauta da reunião que acontece nesta tarde na Fundação Procon-São Paulo, com representantes de oito companhias aéreas (BRA, Gol, Tam, Rio Sul, Total Linhas, Varig, Ocean Air e Pantanal), além do Ministério Público, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e órgãos de defesa do consumidor, como Idec, Proteste e Procon de Campinas, Guarulhos e Capital. O Ministério Público quer a interdição imediata da pista principal deste aeroporto para reformas. Os procuradores consideram que da maneira como está, a pista oferece riscos aos usuários. Por enquanto, a única medida vigente é a interdição dessa pista nos períodos de forte chuva. Aeroportos Apesar de a chuva ter causado o fechamento de Congonhas quatro vezes desde o início da manhã desta quinta, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, operou normalmente. O movimento dos passageiros era pequeno e não houve filas nos guichês de embarque. Foram registrados atrasos no desembarque de apenas dois vôos e também em cinco partidas. No Rio de Janeiro, os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim estavam abertos para pousos e decolagens. No Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, foram registrados três atrasos em chegadas vindas de João Pessoa, Maceió e Fortaleza. Dois vôos da Air France partiram com 45 minutos de atraso, com destino a São Paulo. Em Salvador, o Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, um vôo da TAM, com destino a São Paulo, partiu com cerca de três horas de atraso.

Agencia Estado,

08 Fevereiro 2007 | 13h15

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