Operários ficam soterrados por cinco horas em Brasília

Ambos trabalhavam na impermeabilização de uma garagem; a terra chegou à altura da cintura dos trabalhadores

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo,

20 de março de 2008 | 19h47

Dois operários da empresa São Luiz Engenharia e Impermeabilização passaram quase cinco horas soterrados depois de um desabamento ocorrido enquanto cavavam um buraco e estava a pouco mais de dois metros de profundidade. O acidente aconteceu no bloco G da quadra 215 residencial da Asa Norte, no Plano Piloto de Brasília, por volta das 14 horas desta quinta-feira, 20. Somente às 18h50 os operários foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros. Edmilson Antero, de 41 anos, e Francisco Josinei, de 21, ficaram imobilizados pela terra que chegou à altura da cintura e foram resgatados em uma operação que mobilizou mais de 50 profissionais do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Polícia Militar do Distrito Federal. A demora no resgate aconteceu porque foi necessária a retirada de grande parte da terra que estava em volta dos dois operários. Foram usadas duas retroescavadeiras, mas, em alguns momentos, terra foi retirada apenas com pás. Enquanto aguardavam o salvamento, Edmilson e Francisco receberam oxigênio e atendimento médico dentro da cratera.  O local do acidente é vizinho do Parque Olhos D'Água, uma área de nascente de rios. Antes da construção dos edifícios, o entorno do parque era área de preservação ambiental. A Polícia Civil abrirá inquérito para investigar as causas do acidente. O engenheiro responsável pela obra, Lúcio Cláudio Rodrigues de Castro, disse que os operários trabalhavam etapa final da impermeabilização da garagem e estavam orientados a escorar o terreno quando as escavações chegassem a 1,75 metro de profundidade. O mestre de obras, que não estava presente na hora do acidente, Deodoro de Oliveira, garantiu que as escoras foram colocadas. "Quando tem que cair, vai cair, quem decide é Deus. Mas estava tudo correto", afirmou Deodoro. Aplaudidos pelos moradores ao final da operação, bombeiros, policiais e funcionários da Defesa Civil deram as mãos e fizeram uma oração para agradecer o sucesso da operação.

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