Oposição à lei do desarmamento articula-se na Câmara

Um dia depois da aprovação do Estatuto do Desarmamento pelo Senado, o movimento contrário ao projeto intensificou o trabalho para derrubar as mudanças, na Câmara. Parlamentares que fazem oposição ao estatuto adotaram como estratégia a defesa de uma proposta relatada pelo deputado Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP) que traz alterações nas penas para porte ilegal de armas, mas não trata do fim da comercialização.Como forma de se contrapor a essa movimentação, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), relator do estatuto na comissão mista das armas, assumiu a missão de obter apoio das lideranças partidárias para aprovação de requerimento de urgência, de forma a acelerar a tramitação do projeto. O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), comanda as negociações para a busca de apoio para a votação da proposta na próxima semana. Não será uma missão fácil. Nos discursos no plenário da Câmara, os opositores ao estatuto voltaram a manifestar suas críticas. Muitos deputados contrários ao estatuto são do Rio Grande do Sul, Estado onde estão instaladas empresas que atuam com força no mercado de venda de armamentos. Em seu discurso, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), foi enfático nas críticas ao projeto. "Não podemos ignorar a realidade. O Estado não está oferecendo segurança aos cidadãos. Não podemos então permitir que o cidadão perca o direito de ter uma arma", disse Mattos. Outro colega gaúcho, deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS), procurou Fleury para lhe avisar que iria trabalhar pela aprovação de seu relatório.

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