Oposição articula CPI e convocação de ministro

Nascimento decide, após reunião com bancada do PR, que irá à Câmara e ao Senado dar explicações sobre denúncias

Rosa Costa, Eduardo Bresciani, Karla Mendes e Denise Madueño, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2011 | 00h00

BRASÍLIA

Enquanto a oposição anunciava a iniciativa de convocar o ministro Alfredo Nascimento para falar no Senado e cogitava abertura de CPI sobre as denúncias de fraudes em sua pasta, representantes das bancadas do PR decidiam em reunião que ele iria espontaneamente às duas Casas do Congresso dar explicações.

Pelo roteiro armado pelo PR - que em nota manifestou "incondicional confiança e apoio" a seu ministro -, Nascimento falará na Câmara em sessão conjunta das Comissões de Trabalho, Transportes e de Fiscalização e Controle. No Senado, vai depor em sessão conjunta nas Comissões de Fiscalização e Controle e na de Infraestrutura.

Líderes do PSDB e do DEM, contudo, não querem apenas explicações no Congresso. Vão pedir também que a Procuradoria-Geral da República investigue as acusações que levaram ao afastamento de toda a cúpula do ministério, à exceção do próprio Nascimento. Os tucanos também avaliam se o caso vai exigir uma CPI.

O requerimento de convocação, assinado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e pelo líder tucano, Álvaro Dias (PR), solicita a convocação de Nascimento e convida Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, um dos afastados pela presidente Dilma Rousseff. O requerimento iria a votação na quinta-feira na Comissão de Infraestrutura, presidida pela oposicionista Lucia Vânia (PSDB-GO).

Na representação a ser protocolada hoje na procuradoria, a oposição pede abertura de inquérito policial para "apurar a materialidade e autoria de todos os envolvidos". Pede ainda ações de improbidade administrativa contra todos os servidores citados no suposto esquema de pagamento de propina no ministério.

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