Oposição critica baixa audiência e desperdício de verba da 'TV Lula'

Chamada de TV Lula por integrantes do PSDB e do DEM, a TV Brasil, que operará a TV Brasil Internacional, foi viabilizada pela revolução tecnológica da TV digital e já nasceu sob polêmica, no segundo governo do presidente Lula. Oposicionistas acusam a TV estatal de ser emissora de propaganda e alegam que seus índices de audiência são baixos, o que a tornaria "desperdício de dinheiro". Mas seus defensores dizem que sua linha - como em TVs públicas europeias - é definida pelo Conselho Curador de sua controladora, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), sem interferência do governo. Afirmam que seu objetivo não é audiência massiva, mas programação complementar à comercial.

RIO, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2010 | 00h00

Uma das controvérsias envolvendo a TV Brasil ocorreu em 2008, quando o então âncora do jornal Repórter Brasil, Luiz Lobo, foi demitido e afirmou que o Planalto interferia no noticiário da emissora sobre a suposta montagem de dossiê na Casa Civil sobre uso de cartões corporativos. A EBC negou, alegando que a demissão de Lobo fora profissional. Uma investigação do Conselho Curador afirmou não ter achado indícios de manipulação no telejornal. Mais recentemente, a EBC foi acusada de produzir vídeos com entrevistas de ministros para a Secretaria de Comunicação, elogiosas ao governo. A empresa alegou só ter prestado serviço previsto na lei que a criou.

A EBC foi criada em 2007 pela fusão da TV Educativa do Rio e do Maranhão com a Radiobrás. Além da emissora, a EBC tem 8 rádios, uma rádio-agência com programas on-line, uma agência de notícias (a Agência Brasil, na internet), outro canal televisivo (o NBR, de programação oficial), e cuida da publicidade legal do governo federal. / W.T.

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