Oposição deve ampliar espaço no Senado

Caso o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, saia vitorioso no pleito do próximo domingo, provavelmente terá que se empenhar em buscar a maioria no Senado, já que as tendências divulgadas pelas pesquisas de intenção de votos do Ibope, Vox Populi e Datafolha apontam a oposição como ganhadora da maior parte das cadeiras em jogo nestas eleições - 27 no total. A disputa deste ano é por apenas uma das três vagas na Casa de que cada Estado tem direito.As sondagens apontam que o PFL, o PSDB, o PPS e o PMDB devem ganhar pelo menos 13 estados e têm chances de eleger candidatos em outros quatro, segundo análise do site Congresso em Foco. Dos 16 concorrentes que se encontram com vantagem de pelo menos 14 pontos percentuais, 12 são da oposição e apenas quatro são governistas, segundo as pesquisas. Ou seja, se este cenário se concretizar, a bancada de oposição na próxima legislatura pode chegar a 43 dos 81 senadores, levando-se em conta os eleitos em 2002. O site, em conjunto com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), divulgou um trabalho que aponta que o índice de renovação da Câmara dos Deputados chegará a apenas 50%, e que muitos deputados acusados de envolvimento em escândalos de corrupção se serão reeleitos.Já o Senado, ao contrário, deverá ter sua conjuntura renovada. É o caso do senador candidato à reeleição, Ney Suassuna (PMDB-PB), que pode ter sua candidatura impugnada devido ao seu suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias. Suassuna está 17 pontos atrás do tucano Cícero Lucena.A CPI dos Sanguessugas apurou que um ex-funcionário de Suassuna negociou emendas e é acusado de receber dinheiro do esquema. No caso do Senado, a situação é diferente. Outro exemplo de candidatura ameaçada é a do senador José Sarney (PMDB-AP). A reeleição do senador está abalada por uma novata na política. A pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, 19, Sarney apareceu com 47% de intenções de voto, contra 40% de Cristina Almeida (PSB). No levantamento anterior, o ex-presidente estava com 50% e Cristina com 29%.O Senado também terá renovações por conta do fim de mandatos de senadores que não são candidatos, como é o caso do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, Valmir Amaral (PMDB-DF), João Batista Motta (PSDB-ES) e José Jorge (PFL-PE), que entrou como vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência e também não volta em 2007.Ainda segundo o Congresso em Foco, apenas quatro senadores tem a reeleição assegurada: Alvaro Dias (PSDB-PR), Pedro Simon (PMDB-RS), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Tião Vianna (PT-AC).

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