Oposição fará 'CPI paralela' dos Ônibus na Câmara do Rio

Autor do requerimento da comissão, Eliomar Coelho se recusou a participar da sessão desta quinta por ser fechada ao público

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2013 | 11h59

RIO - Propositor da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, o vereador Eliomar Coelho (PSOL) disse que o grupo de oito vereadores de oposição realizará uma "CPI paralela" para investigar as empresas responsáveis pelo transporte rodoviário no Rio. Uma sessão da comissão foi realizada nesta quinta-feira, 15, sem o acesso da população, que protestou do lado de fora. Policiais impediam a entrada na Casa.

Coelho apontou divergências entre o plano de trabalho preliminar da comissão e o requerimento da CPI. Ele se recusou a participar da sessão desta manhã por ser fechada ao público.

O presidente da comissão, Chiquinho Brazão (PMDB), afirmou que as próximas reuniões acontecerão no plenário e serão abertas à população. Na quarta-feira, 14, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), disse que os próximos encontros serão exibidos em telões do lado de fora do Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo do Rio, na Cinelândia, centro.

"Ele disse que tentaria de tudo para que a reunião fosse aberta, mas, pelo visto, não fez nada", afirmou Madiano Marcheti, que ocupa a Câmara desde a última sexta-feira, 9, referindo-se à reunião que Felippe teve na quarta com os manifestantes.

Na sessão desta quinta-feira, os membros da CPI marcaram audiências para as próximas quintas-feiras, no plenário. Para a reunião do dia 22, serão convidados o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, o ex-secretario Alexandre Sansão e o presidente da Comissão de Licitações da Prefeitura do Rio, Hélio Borges.

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