Oposição forma 'conselho político' para apoiar Serra

Com fama de centralizador, o candidato tucano José Serra autorizou, ontem, a criação de um conselho político para definir estratégias e traçar os rumos de sua campanha à Presidência. Batizado de Conselho Superior da Campanha, o grupo, integrado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ex-governador mineiro Aécio Neves, entre outros, deve se reunir uma vez por mês.

Carol Pires e Andrea Jubé Vianna / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2010 | 00h00

A criação do grupo estava planejada desde o início da pré-campanha, mas será colocada em prática neste momento para tentar aplacar o melindre de aliados, que se sentem alijados da coordenação da campanha.

O conselho será formado por caciques dos partidos aliados. Além de Fernando Henrique e Aécio, participarão os presidentes nacionais dos partidos - Sérgio Guerra (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), Roberto Freire (PPS), Roberto Jefferson (PTB), Vítor Nósseis (PSC), e o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen. Completa o time o ex-presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).

Eventualmente, reuniões extraordinárias poderão ser convocadas sempre que surgir um fato relevante, explica Sérgio Guerra. A data do primeiro encontro ainda não está acertada porque nem todos os membros foram convidados. Mas, segundo o presidente tucano, deve ocorrer nos próximos dez dias.

Os conselheiros deverão mapear erros e acertos, analisar pesquisas, identificar pontos fracos do candidato e sugerir medidas para alavancar a campanha em regiões onde a candidatura patina. A função do conselho, segundo Guerra, será a de "pensar a campanha" e propor soluções. Mas não caberá a eles sair em campo para colocar as decisões em prática.

O desafio da equipe será fazer com que Serra aceite as críticas e as sugestões. Apesar de sempre dizer que é "monitor e não centralizador", o presidenciável tucano costuma centralizar as decisões e agir de improviso, muitas vezes passando por cima da agenda partidária.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.