Oposição pede ao TSE que ouça pessoas citadas por Veja

Os presidentes dos três principais partidos de oposição que apóiam a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência, Jorge Bornhausen (PFL-SC), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Roberto Freire (PPS-PE) se reuniram nesta terça-feira com o corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), César Rocha. Eles ingressaram no TSE com um pedido para que sejam ouvidos pelo Tribunal as pessoas citadas pela revista Veja do último final de semana. A edição traz que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o governo estariam supostamente atuando para que a Polícia Federal não apure a origem do dinheiro referente ao dossiê Vedoin, e também para afastar as investigações sobre a suposta participação de Freud Godoy, ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso. Os líderes oposicionistas também ingressaram com um pedido para que o TSE investigue o episódio no qual o governo vai liberar, por meio de Medida Provisória, R$ 1 bilhão para os produtores de soja, beneficiando também o governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), que anunciou apoio à candidatura Lula, apesar do seu partido ser de oposição. "O presidente Lula recebeu o governador Blairo Maggi, que após a reunião disse ter recebido várias vantagens. O governador anunciou apoio à candidatura Lula. Isso mostra que houve cooptação, o que é crime eleitoral", afirmou o presidente do PFL, Jorge Bornhausen. Michel TemerO anúncio da ida ao TSE, feito nesta segunda-feira por Jereissatti, não mencionava Michel Temer, mas, nesta manhã, o comitê de campanha do candidato presidencial da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, confirmou que o presidente do PMDB acompanhará os outros três.Entre as providências que os quatro dirigentes partidários pedirão ao TSE está a convocação do ministro da Justiça, Mário Thomaz Bastos, para dar explicações.Segundo a denúncia, um dos principais objetivos da suposta operação-abafa seria o de isentar Freud Godoy, ex-segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de participação na montagem do dossiê. Jereissatti, Bornhausen, Temer e Freire devem ir também à Polícia Federal firmar posição contrária a eventual uso político da instituição, e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para pedir que a entidade acompanhe as investigações sobre o dossiê.Este texto foi alterado ás 14h42 com inclusão de informação

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