Oposição protesta contra aumento de ônibus em SP

A oposição na Câmara Municipal preparara uma manifestação, hoje, contra o aumento da passagem de ônibus na capital. Às 11 horas, vereadores ligados à Força Sindical e à bancada do PSDB entrarão com duas ações contra o aumento, no Fórum de Justiça Fazendária do Município. Em seguida, está programada uma passeata até a Câmara, no Viaduto Jacareí. A principal justificativa dos parlamentares é de que o aumento concedido pela prefeita Marta Suplicy (PT) está acima da inflação e das planilhas técnicas sobre o custo do sistema, que indicam um aumento máximo de R$ 1,32. Enquanto a Força deseja a suspensão do aumento, que entrará em vigor a partir de quinta-feira, os tucanos propõem que o reajuste não exceda o valor apontado nas planilhas da própria secretaria."É uma maneira de pressionar por um aumento justo", disse o líder do PSDB na Câmara, vereador Gilberto Natalini. O diretório municipal do partido já começou a distribuir um milhão de panfletos contra o reajuste. Os panfletos ressaltam que o valor da passagem defendido por Marta era de R$ 1,25. "A prefeita está dando dinheiro para os empresários em cima do bolso do trabalhador", disse o vereador Raul Cortez (PPS). Segundo ele, a Força Sindical colocará ônibus à disposição para que associações de bairros participem da manifestação.O vereador Toninho Campanha (PSB), que também é ligado à Força, assinalou que a passagem de ônibus em São Paulo será uma das mais caras do País. "Em Brasília é R$ 1,30 e em Salvador, R$ 0,90", citou. Ele não aceita o argumento da Prefeitura de que em outras cidades da Grande São Paulo o preço da passagem chega a R$ 1,40. "O preço abusivo é cobrado em prefeituras administradas pelo PT, como Mauá e Santo André", justificou.Sem baseO líder do governo na Câmara, José Mentor (PT), afirmou que a bancada oposicionista não tem motivos para realizar a manifestação. "A oposição precisa de mais embasamento técnico para criticar", disse Mentor. Ele garantiu que a Prefeitura pôs técnicos à disposição dos parlamentares para explicar o aumento. Nos bastidores, vereadores governistas classificaram a ação como política, uma tentativa de desestabilizar o governo municipal.

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