Oposição quer que Okamotto responda por perjúrio

Os presidentes do PSDB, senador Tasso Jereissati, e do PFL, senador Jorge Bornhausen, e do PPS, deputado Roberto Freire, vão entrar com representação no Ministério Público contra o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, por prática de crime de perjúrio. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 16, por Tasso, na tribuna do Senado. O presidente do PSDB afirmou que, em depoimento à CPI dos Bingos, Okamotto negou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva soubesse que ele havia quitado o débito de R$ 29,4 mil com o PT. Okamotto, segundo Tasso, disse que jamais comentou sobre isso com Lula, mas o presidente, em entrevista ao Jornal Nacional, disse que sabia da dívida e ressaltou que não devia nada ao PT e por isso não pagaria o débito. Conforme relato do próprio Lula durante entrevista à TV Globo, na época, ele disse a Okamotto que "se ele quisesse pagar, que pagasse". "Eu não tenho nada com isso, não vou pagar".Tasso considera gravíssimo o fato. Na sua avaliação, Okamotto tem que ser punido por falso testemunho à CPI. "Ou Okamotto cometeu perjúrio ou o presidente Lula mentiu", disse. Em aparte, o senador Antonio Carlos Magalhães informou que vai convocar o presidente do Sebrae para prestar depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). ACM lembrou que o próprio Okamotto disse que pagou a dívida em quatro prestações.

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