Oposição questiona preço da coleta de lixo em Campinas

O aumento de R$ 55 milhões no contrato de limpeza urbana de Campinas está sendo questionado pela oposição, que promete retomar uma ação popular do próprio PT, partido que administra a cidade, para investigar denúncia de superfaturamento. A previsão é de que a administração petista gaste, até o final deste ano, R$ 148 milhões com a limpeza urbana, valor 59% maior que o acertado no primeiro semestre de 2001.Os números foram confirmados pela assessoria de imprensa da prefeitura de Campinas. No início de sua gestão, em 2001, o prefeito Antonio da Costa Santos (PT), assassinado em setembro do mesmo ano, achou abusivo o valor de R$ 133 milhões definido no contrato de 4 anos com a empresa Ecocamp para a limpeza urbana de Campinas, assinado no último mês da administração anterior, do PP. Toninho do PT, como era chamado o prefeito, entrou com uma ação na Justiça e acabou conseguindo renegociar o valor do contrato, reduzido em 30%, para R$ 93 milhões em julho de 2001. A ação foi abandonada pelo PT, o que teria ocorrido após a morte do prefeito, mas o PSDB promete retomá-la - ou apresentar uma nova, em termos semelhantes - por conta do aditamento do contrato, calculado em R$ 148 milhões até o final deste ano.

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