Oposição sai em defesa de Rodrigo Maia

Os partidos de oposição correram, ontem, em defesa do presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que, segundo Durval Barbosa, também seria um dos beneficiados do "mensalão do DEM".

Carol Pires, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

Durval Barbosa era secretário de Relações Institucionais de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal, que foi cassado por infidelidade partidária. Era ele quem operava a arrecadação e distribuição de dinheiro ilegal do esquema. Barbosa gravou em áudio e vídeo a maioria das negociações e depois delatou os envolvidos. "O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda", denunciou Barbosa ao Estado.

Rodrigo Maia não quis comentar as declarações de Barbosa. A defesa dele partiu da própria legenda, que divulgou uma nota à imprensa confirmando "a mais absoluta e inabalável confiança na correição" de Maia.

Para dar força ao texto, além da assinatura dos líderes do partido no Senado, José Agripino Maia (RN), e na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Bornhausen (SC), como é de costume, a defesa de Rodrigo Maia ganhou o endosso também do presidente de honra da legenda, Jorge Bornhausen (SC), e do ex-presidente Marco Maciel (PE).

Apoio. O DEM também conseguiu mobilizar, embora não com o mesmo entusiasmo, o PSDB. "Minha opinião é que não podemos antecipar nenhum julgamento. Temos que aguardar e continuar acreditando no presidente do DEM", disse o senador Álvaro Dias (PR), vice-líder do PSDB no Senado.

A vice-presidente do PSDB, senador Marisa Serrano (MS), disse que o partido confia em Maia e ponderou que não se pode confiar nas declarações de Barbosa, que responde a dezenas de processos na Justiça. "Eu acredito que só devemos confiar no que diz a Justiça, não no que diz uma pessoa como Durval Barbosa."

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