Oposição tem cenário terrível no novo Senado

Três vezes prefeito da capital fluminense e até recentemente favorito para uma das vagas do Rio no Senado, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT). Um dos líderes da tropa de choque oposicionista no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM) amarga agora o terceiro lugar na briga por um dos postos amazonenses na Casa.

Wilson Tosta / RIO, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2010 | 00h00

O ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM) disputa a terceira colocação na corrida ao Senado em Pernambuco. Um dos mais duros opositores do governo federal, o senador Heráclito Fortes (DEM) está em quarto lugar no Piauí. Embora de Estados distantes entre si, os quatro enfrentam o mesmo adversário: a maré situacionista liderada pela coligação da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

"Há uma convergência de fatores contra a oposição: a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estabilidade macroeconômica, a ampla coalizão política de apoio a Dilma e palanques fortes nos Estados", explicou o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, cientista político Geraldo Tadeu Monteiro.

"A eleição para o Senado é casada", disse Monteiro. "Um bom candidato a governador ou a presidente puxa para cima o candidato a senador".

Para ele, o mau desempenho na disputa para o Senado se dá em um quadro mais amplo de recuo nos votos oposicionistas. "Acho que vamos assistir a uma vitória esmagadora dos partidos da coalizão do governo", previu. "PSDB e DEM ficarão restritos a poucos Estados."

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