Opportunity contesta tese de bloqueio dos bens de Dantas nos EUA

''Meras especulações sobre titularidade de bens não podem atingir empresas ou instituições financeiras do Brasil'', diz nota do grupo

, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2010 | 00h00

O grupo Opportunity contestou ontem, em nota, a possibilidade de os bens do banqueiro Daniel Dantas serem bloqueados nos EUA. Reportagem do Estado publicada ontem revelou que a Justiça dos Estados Unidos está autorizada, desde o último dia 22, a bloquear os bens mantidos no território americano por suspeitos de atividades criminosas em outros países.

A sanção da nova Lei de Bloqueio de Bens Criminais Arrestados foi interpretada pela Secretaria Nacional de Justiça como instrumento legal para congelar cerca de US$ 500 milhões em patrimônio do Opportunity nos EUA. "Antes de buscarem qualquer eventual constrição a patrimônio no exterior, as autoridades brasileiras precisam ser fiéis aos fatos. Sem esquecer que meras especulações sobre titularidade de bens não podem atingir empresas ou instituições financeiras do Brasil e do exterior, nem podem violar direitos de terceiros que nada têm a ver com os litígios no nosso país", diz a nota.

O Opportunity acusa os agentes federais de "perseguição à atividade legítima" de seu fundo. Lembra que o grupo foi alvo de duas operações policiais nos últimos anos, a Chacal (2004), e a Satiagraha (2008), "ambas foram marcadas por ilegalidades, acusações falsas, provas forjadas, abuso de poder, uso ostensivo da imprensa, vazamento de informações e emprego da força policial em favor de interesses privados". O banco argumenta ainda que fundos de investimentos "podem atuar livres da perseguição de agentes do Estado que disfarçam atuação ilegal e motivação suspeita sob a capa de investigação policial".

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