Ordens de Jobim não desagradam, diz diretora da Anac à CPI

Ministro da Defesa ordenou que agência diminuísse o número de vôos no aeroporto de São Paulo

Renata Veríssimo, do Estadão,

16 de agosto de 2007 | 17h17

A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu negou que haja um descontentamento na agência em relação às diretrizes dadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, em relação ao Aeroporto de Congonhas. Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, Denise negou que a agência tenha ficado descontente com a ordem de reduzir o número de vôos no aeroporto da zona sul da capital paulista.    Segundo ela, quando a Anac foi criada, eram 60 movimentos por hora em Congonhas, que foram reduzidos para 44, e agora são 33 movimentos por hora. A diretora admitiu ter usado 35 passes-livres de empresas aéreas em missões de fiscalização das próprias empresas, mas disse que fez isso porque a agência não dispunha de orçamento para pagamento de passagens.   Porém, Denise negou que tenha usado esse tipo de passe para visitar a família em São Paulo. "Eu jamais usei passe funcional para ir a São Paulo ver minha família." Ela acrescentou que, atualmente, fica dois meses seguidos sem visitar a família, justamente porque precisa pagar as passagens.   Denise também negou a versão de que teria usado 69 passes livres nos últimos oito meses. Disse que, nas viagens para fiscalizar o trabalho das empresas, utilizou 15 passes da Gol e 20 da TAM. Segundo a diretora, a partir de abril de 2007, a agência passou a pagar as passagens. Antes, não tinha dotação orçamentária.

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